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São Paulo - SP / Brasil.

quinta-feira, abril 28, 2011

O fim de mais um Satélite de Observação Terrestre: ALOS

Depois do fim inesperado do satélite Sino-Brasileiro CBERS-2B em maio do ano passado (Comitê sino-brasileiro anuncia o fim das operações do satélite CBERS-2B) que distribuiu milhares de imagens gratuitamente, agora chegou a vez do satélite japonês ALOS (Daichi)conforme a carta publicada pela Agência Espacial do Japão (JAXA):
27 de abril de 2011
Caros pesquisadores ALOS,
É lamentável para nós, informá-los que o Advanced Land Observing Satellite (ALOS) foi encerrado em 23 de abril devido à avaria de geração de energia solar.
Por volta das 7h30 do dia 22 de abril (JST, na manhã da última sexta-feira), descobrimos que ALOS foi movido para o modo de baixo consumo de energia, que é o modo seguro do satélite para minimizar o consumo de energia para que ele possa sobreviver. Este modo não permiti que o ALOS faça a observação da Terra. Apesar da tentativa de recuperar o satélite a partir deste modo, no momento não podemos atestar o bom sinal do satélite (baixa geração de energia e nenhum sinal do ALOS). Continuaremos a enviar comandos para ativar o ALOS e monitorar se ocorre alguma reação do satélite para mais dias. No entanto, haveria pouca possibilidade de recuperação.
Depois que o  ALOS foi lançado, no dia 24 de janeiro de 2006, foi operada há 5 anos e 3 meses, o que ultrapassa a vida útil de três anos. Acreditamos que o ALOS tem vindo a desempenhar um papel importante na comunidade internacional, em muitos campos de aplicação. Apesar de que novos dados não estar]ao disponíveis, esperamos que os dados já adquiridos, possam contribuir para a pesquisa da ciência da terra e promover a observação da Terra de forma prática e internacionalmente. Neste momento, gostaríamos de expressar nossos sinceros agradecimentos a suas colaborações.
Continuaremos a investigar a causa deste desastre e tomar as medidas necessárias para os satélites futuros, bem como realizar os melhores esforços para a aceleração do lançamento do ALOS-2. Nós gostaríamos de manter nossa boa parceria  com você nos campos de observação da Terra.
Voltaremos brevemente com o ALOS-2/PALSAR-2 em 2013.”

E como desgraça pouca é bobagem, outra notícia problemática, já que o IBGE fornecia imagens do ALOS a baixo custo para pesquisas:
Término do Acordo de Cooperação
Prezados Clientes, informamos o término do acordo de cooperação científica entre o IBGE e a Alaska Satellite Facility ASF, que estabelecia o IBGE como responsável pela distribuição das imagens ALOS (Advanced Land Observing Satellite) para órgãos dos governos federal, estadual e municipal, instituições de pesquisa e demais usuários não comerciais do Brasil.

segunda-feira, abril 25, 2011

Novas experiências em novas (para mim) tecnologias

Apenas para deixar registrado, resolvi postar algumas experiências com gadgets que eu andei adquirindo:
  1. Câmera Digital LUMIX ZS7 de 12 megapixels e zoom otico de 12x (16x inteligente?!?) com GPS;
  • A camera é bem inteligente, com ajustes automáticos muito bons (ISO, e correção de vibração) e o GPS é bem preciso (lembre-se que é um chipizinho no topo da câmera) e é bem rápido, permitindo registrar fotos com geotags (informação de localização que fica gravado no metadado).
  1. Smartphone LG P500H com Android 2.2 com GPS e WiFi (Bluetooth, leitor de SD);
  • O Android é o Linux mais limitado que eu conheço (como usuário, não sou desenvolvedor!!!), permite instalar diversos aplicativos (as Apps) como o gvSIG Mini (bem limitadinho) mas os mais interessantes são o GPSTracker Lite, que permite gravar a trilha com vários dados associados, independente de acesso a internet (3G, que eu não tenho porque é preciso pagar uma fortuna, que seria o caso de usar os serviçõs do Google Maps - com navegação, que vem no celular), como velocidade, distância percorrida e perfil altimétrico - esse tem erro superior a 10m, e aqui cabe uma menção honrosa ao A-GPS que registrou a trilha certinha mesmo estando dentro da bolsa enquanto eu caminhava até a faculdade!) e o outro é o OSMTracker que é um coletor de dados direto para o OpenStreetMaps, permitindo mapear ruas e pontos de interesse (com ícones proprios para cada tipo de ponto) e poder colaborar com o projeto: "O OpenStreetMap é um mapa livre e editável do mundo todo. Ele é feito por pessoas como você. O OpenStreetMap permite visualizar, editar e usar dados geográficos de maneira colaborativa de qualquer lugar do mundo."
  1. Netbook HP Mini 1120BR rodando SLAX 6.1.2 (slackware based linux), nesse caso ele estava condenado, pois o HD estava corrompido (defeito crônico do modelo específico que simplismente destroe os HDs).
  • Nesse caso a salvação veio do uso do SLAX que permite instalar e rodar a partir de um pendrive ou de um cartão SD (com a vantagem de ficar embutido), na forma de live-CD, o que não incapacita o pendrive de ser usado no Windows normalmente pois ele não o "desformata" (altera o sistema de arquivos que continua sendo o FAT32 do Windows). Outra vantagem dessa distro é o fato dela ser modular (os aplicativos vem em pacotes que podem ser baixados do site e copiados para a pasta apropriada do SD, qunado o S.O. inicia ele carrega os aplicativos e passa a rodar a partir da memória RAM do Netbook. Estou usando ele para rodar o pacote SLAX GIS, que traz entre outros aplicativos o mapserver, o postgresql e como SIG desktop o OpenJUMP e o uDIG, a intenção é conseguir rodar também o QGIS (precisa converter o pacote do Slackware para o SLAX por linha de comando!) e o gvSIG, esse deve ser mais simples pois faz parte da família Java como os outros já instalados.
  1. Por ultimo falta agora conseguir integrar todas essas traquitanas, seja por WiFi, Bluetooth ou mesmo cabo USB e conseguir tirar proveito de toda essas tecnologias.

gvSIG 1.11 e mudanças do pacote SEXTANTE

"Desde ontem (18/04/2011) está disponível na página oficial de downloads a versão 1.11 final (estável) do gvSIG, tanto para Linux quanto para Windows, podendo ser baixado também na página dedicada a versão 1.11."
Fonte: Planeta FOSSGIS Brasil - agregador de blogs sobre SIG do pessoal que publica a nova revista e portal FOSSGIS Brasil.

Também foi lançado o SEXTANTE GIS com grandes mudanças segundo o blog do Sextante Team, entre as principais está a agreção de algoritmos tanto do GRASS GIS como do SAGA GIS os dois principais programas modulares de SIG.

segunda-feira, abril 04, 2011

Livros de Geociências

A Oficina de Textos é uma editora dedicada a publicações técnico-científicas, publicando livros universitários e profissionais e visando promover, consolidar e difundir Ciência e Tecnologia brasileiras. É especializada em publicações nas áreas de geociências, recursos naturais, geotecnologias (geoprocessamento e sensoriamento remoto) e engenharias (ambiental, agronômica, cartográfica, etc.). Um exemplo é o lançamento:



Disponível  no site http://www.ofitexto.com.br e nas melhores livrarias do país.

sábado, abril 02, 2011

Revista FOSSGIS Brasil

Foi lançada a revista FOSSGIS Brasil, conforme anunciada no blog do Fernando Quadro, editor da revista. É uma publicação on-line (que pode também ser baixada em PDF) sobre as Geotecnologias Livres, agregando o muito que era publicado pelos blogueiros da área e por artigos e entrevistas com pesquisadores e profissionais da área.
Acesse: http://fossgisbrasil.com.br